Democracia na Educação



A Educação Democrática define-se assim:

Objetivo: formar indivíduos capazes de elaborar seus projetos de vida e transformar estes projetos em realidade.

Método de trabalho: pedagogia cooperativa voltada para a troca de saberes, com os educandos desenvolvendo, definindo, planejando, executando e avaliando projetos de seu interesse. Nesta pedagogia, os educadores orientam e facilitam a aprendizagem, servindo de inspiração e modelo.

Organização dos tempos e dos espaços: flexível o suficiente para possibilitar a multiplicidade e a imprevisibilidade de usos.

Gestão: aberta, democrática e participativa.

Relacionamento entre os agentes de educação: parceria e complementaridade no processo de produção de conhecimento que tem os educandos como protagonistas.

A autonomia está em voga no discurso pedagógico. Quase todos os projetos pedagógicos das escolas têm por objetivo formar uma pessoa autônoma, um sujeito crítico, um cidadão. Mas quando e como começa a experiência da autonomia?

A autonomia é a capacidade de uma pessoa ou de uma comunidade de tomar as decisões que a afetam, construindo um entendimento próprio sobre a realidade, criando suas regras, refletindo sobre as consequências de suas ações e assumindo responsabilidades. Ora, não há outra maneira de tornar-se autônomo que não pela experiência da democracia. O estudante (independente da idade que tenha) só pode alcançar a autonomia se pouco a pouco ele tem a oportunidade de tomar as decisões que o afetam. Quando falamos de crianças pequenas, referimo-nos a decisões mais pessoais e concretas como o que vestir, quando e quanto comer, com quem brincar, como encontrar soluções para os conflitos etc. Já as crianças maiores e os jovens têm condições de participar da gestão escolar e de construir seus próprios planos de estudo, organizando o tempo dedicado a cada assunto e orientando-se para os seus temas preferidos, sempre na relação com os educadores. A autonomia dos estudantes só é possível se os educadores não apenas a têm por objetivo, como eles próprios a vivenciam na construção teórica e prática da sua concepção pedagógica e do trabalho coletivo.

A primeira escola democrática descrita detalhadamente nasceu em 1852, quando Tolstoi criou sua Iasnaia Poliana. Mas o movimento ganhou força a partir das décadas de 1960 e 1970, inspirado por dois importantes críticos da educação convencional: Alexander Sutherland Neill (1888-1973) e Ivan Illich (1926-2002).

Desenvolvendo experiências muito diversas, o principal traço da educação democrática é a pluralidade. São escolas públicas, privadas e comunitárias e também organizações educacionais não escolares que se autodefinem democráticas, tendo práticas, referências teóricas e princípios afins. No movimento existe um esforço político sistemático para não definir critérios de participação das experiências, pois são muitos os caminhos de que é feita a autonomia. Em comum, buscam a construção de uma comunidade horizontal e solidária a partir da autogestão administrativa e pedagógica por gestores, educadores, estudantes, funcionários e pais.

Projetos da Politeia pela Educação Democrática

Publicações da Politeia sobre Educação Democrática



Criada por: helena1815 pontos . última modificação em: Sábado 28 de Fevereiro, 2009 10:26:44 BRT por helena1815 pontos .

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