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Educação democrática possibilita ensino libertário
Educação democrática possibilita ensino libertário
Bruna Souza - jovem participante de programas de comunicação da Cidade Escola Aprendiz De 8 a 16 de setembro, acontece, em Mogi das Cruzes, a 15ª edição da Conferência Internacional de Educação Democrática (IDEC), que discute essa modalidade de ensino e seus desdobramentos no campo educacional mundial. O principal objetivo do evento é a troca de experiências entre educadores. Participam representantes de instituições que defendem a possibilidade libertária da educação em várias partes do globo. Helena Singer, associada do Instituto para Democratização da Educação Brasileira (Ideb) - uma das instituições responsáveis pelo evento -, explica que o conceito de educação democrática consiste em deixar o estudante definir suas próprias formas de aprendizado, de acordo com o que ele mais gosta. Esse modelo, em que as decisões são tomadas por alunos, educadores e pais, já funciona há anos em outros países e está inserido também em algumas escolas do Brasil. As experiências desses projetos foram baseadas em idéias de Paulo Freire, educador símbolo dos anos 60. Um exemplo é o projeto nova-iorquino, The Fertile Grounds (A terra fértil), que desenvolve programas para jovens urbanos, de diferentes etnias e religiões que não se adaptam ao ensino regular. A idéia é conectá-los com a natureza, ao promover um intercâmbio entre culturas totalmente diferentes. "É importante conhecer outras pessoas do mundo para saber que moramos todos no mesmo planeta e, assim, ir além dos nossos estereótipos e preconceitos", aponta o diretor educacional do projeto Jonah Canner. O encontro conta com palestras de educadores e sociólogos do Brasil, Estados Unidos e Israel. A conferência, que pela primeira vez acontece em um país da América Latina, está sendo realizada na Faculdade do Clube Náutico Mogiano, em parceria com o Fórum Mundial da Educação, que ocorre simultaneamente até a próxima sexta-feira na cidade de Mogi das Cruzes.
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