Proposta Político Pedagógica da Escola Politeia

Tabela de conteúdo



Fins e Objetivos


A ESCOLA POLITEIA oferece ensino formal para crianças e adolescentes, com base em uma educação para a cidadania, segundo princípios voltados para a gestão democrática, em que educadores, estudantes, funcionários e pais compartilham da responsabilidade pela comunidade escolar.
O objetivo maior da POLITEIA é oferecer aos jovens condições para que se tornem cidadãos:

Responsáveis por suas ações

O comportamento ético e os valores humanos e democráticos só podem ser aprendidos e valorizados se forem praticados no dia-a-dia. A democracia precisa ser vivida e através de seu exercício é que se formam cidadãos autônomos e responsáveis, um dos objetivos principais da educação. Por isso, é de fundamental importância a participação dos estudantes e demais envolvidos nesse dia-a-dia nas decisões sobre o cotidiano escolar, principalmente nas que se relacionam aos seus processos de aprendizagem (tanto de educadores, quanto de estudantes).

É participando dessas decisões que se aprende: a questionar; a desenvolver argumentações e o espírito crítico para ceder ou convencer, ouvindo-se distintas opiniões; a compartilhar decisões e responsabilidades; a exercitar a capacidade de tolerância, buscando consensos possíveis e desejáveis para o “bem-comum”.

É, sobretudo, vivendo a possibilidade de escolher e assumir compromissos arcando com suas conseqüências, que se aprende a valorizar a participação em instâncias de decisão e a vida em comunidade.

Somente com essa formação ética baseada em noções como respeito, cuidado e diversidade torna-se possível desenvolver pessoas com visões críticas e capazes de discernir e formar opiniões conseqüentes.

Capazes de aprender com a diferença, desenvolver talentos e explorar a diversidade de saberes

O objetivo da educação deve ser habilitar o indivíduo a construir conhecimento, seguindo seus interesses, ritmos e talentos, possibilitando o aprofundamento em novas áreas de maneira estimulante e desafiadora, e valorizando as diversas visões e tradições igualmente consideradas patrimônios da humanidade.

Na escola POLITEIA o processo de aprendizado se inicia com a valorização da cultura e dos conhecimentos dos estudantes e com suas inquietações. A partir delas, promove a interação com pessoas de diversas áreas e saberes, com o meio e seus recursos, possibilitando a construção de novos conceitos. Este caminho segue os interesses e escolhas dos estudantes, no qual o educador é orientador do processo, tendo em vista que as escolhas do presente se coloquem numa perspectiva da construção do projeto de vida. O papel do educador passa a ser, então, o de auxiliar os estudantes a descobrirem seus talentos, perseguirem seus interesses e realizarem seus projetos, oferecendo-lhes o suporte necessário como orientador desses processos. Com isso, o educador foca seu olhar e sua escuta nos interesses, ritmos, silêncios e demandas dos estudantes e em suas crescentes capacidades para se responsabilizarem por suas escolhas.

Participantes ativos na comunidade em que vivem

A educação deve possibilitar a construção dos conhecimentos necessários para lidar com a realidade, através de uma interação dinâmica com os ambientes físico, social e cultural. Para isso, a POLITEIA estrutura-se sobre estudos e projetos que expandem as experiências para o entorno da escola e para as oportunidades da cidade, de modo a identificar e desenhar trilhas de aprendizagem que envolvam outros espaços e parceiros do processo educativo. Assim, as experiências aportadas pelas trilhas possibilitam a construção de conhecimentos e a promoção de atitudes pró-ativas frente aos desafios colocados pela interação com o patrimônio histórico e cultural e com as paisagens urbanas.

Justificativa


O ser humano, ao nascer, já é provido de inteligência, personalidade e disposições mentais e emocionais - de uma individualidade própria, enfim. Sendo assim, é preciso permitir a exteriorização plena destas disposições, em um processo orientado no sentido da construção da autonomia.

Para tanto, a POLITEIA organiza-se como um ambiente favorável ao conhecimento, de modo que o desejo e os interesses dos jovens sejam respeitados e potencializados em um caminho em que os desafios e as descobertas levem à conquista da autonomia, exercendo sua plenitude.

É como indivíduo pleno que o estudante participa das decisões sobre a vida em comunidade e da construção de sua trajetória de estudos, compartilhando da responsabilidade pelo bem-comum e por si. Trata-se de uma proposta de educação para a formação de cidadãos autônomos aptos para viver e promover a democracia.

O questionamento aos métodos tradicionais de ensino - seriado, cumulativo, linear, com avaliações episódicas e quantitativas - não representa novidade nos debates na área da educação no Brasil. Parte dessas críticas já foi, inclusive, incorporada à legislação: a Lei de Diretrizes e Bases para a Educação (LDB) de 1996 é bastante flexível e abre várias possibilidades para formas novas de organização da vida escolar. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de 1997-8, por sua vez, rompem com a rígida fragmentação do ensino por disciplinas e incentivam os estudos temáticos, o desenvolvimento das habilidades, o situar do estudante na realidade que o cerca, o ensino para a cidadania. Estes instrumentos legais concebem a escola como espaço flexível, aberto, democrático em relação com o mundo exterior pela integração com os pais, a comunidade, o meio ambiente, as novas tecnologias e organizações de produção cultural.

A presente proposta pedagógica orienta-se por estes instrumentos legais, sob princípios que estimulam a autonomia, flexibilidade, participação, integração com a comunidade e o uso inteligente das novas tecnologias, superando a dissonância entre teoria e prática que muitas vezes domina os ambientes escolares no país.

Organização Administrativa e Técnica


Recursos Financeiros


A ESCOLA POLITEIA é mantida pelo Instituto pela Democratização da Educação no Brasil - IDEB, formada por educadores, pesquisadores e pais, sem fins lucrativos, voltada para a promoção da cultura, educação, ética, paz, cidadania, democracia, desenvolvimento econômico e social e direitos humanos.

Os recursos financeiros necessários para a manutenção da ESCOLA POLITEIA são provenientes de mensalidades pagas pelas famílias dos estudantes da escola, doações feitas pelos associados da mantenedora, bem como doações feitas por outras pessoas físicas e jurídicas, visando à inclusão na comunidade escolar de estudantes de famílias de baixa renda.

Divisão Administrativa


Quatro são os princípios fundamentais da gestão escolar proposta: democracia, responsabilidade, transparência e flexibilidade. Esses princípios são interdependentes e alinham-se a valores expressos a seguir, de modo que eliminando-se qualquer um deles, os demais perdem seu significado. Toda a estrutura escolar é decorrente desses princípios e valores.

Para atender ao primeiro desses princípios é preciso que todos tenham igual e amplo acesso às informações. Do ponto de vista administrativo, a gestão democrática tem como efeitos o maior envolvimento de todos os participantes, a satisfação com o trabalho e o desenvolvimento da criatividade. A experiência de gestão democrática demonstra que, embora seja administrativamente mais complexa, motiva a participação e a responsabilidade.

A estrutura organizacional apresenta-se, assim, mais próxima a uma forma circular, em que todos estão a uma equidistância do centro de poder, o que supera a estrutura piramidal, adotada em processos decisórios hierárquicos, em que a base tem menos acesso a informações e possibilidades de participação do que o topo.
O segundo princípio que orienta a gestão desta escola é a responsabilidade, que implica também a rotatividade das funções e atribuições e a constante construção da autonomia. Todos – estudantes, educadores e funcionários - devem participar de diversas comissões para desenvolverem uma ampla gama de habilidades, experimentarem diferentes posições administrativas e, conseqüentemente, potencializarem sua criatividade. Na experiência das diferentes posições administrativas, as pessoas se conscientizam dos diversos aspectos envolvidos nas decisões e, assim, têm condições de adotar condutas mais responsáveis.

O terceiro princípio, a transparência na gestão do cotidiano escolar, refere-se à prestação de contas sobre os resultados alcançados e à explicitação dos interesses e objetivos que orientam as ações.

O último princípio é o da flexibilidade, que diz respeito à reversibilidade das decisões tomadas. As decisões são sempre passíveis de revisão e retificação desde que a comunidade tenha considerado relevante rediscuti-las. Dessa forma, as regras não se convertem em dogmas, mas são compreendidas como construções coletivas pelo bem comum.

Sendo todos responsáveis pelo bom andamento da instituição, tornam-se desnecessários mecanismos autoritários de controle e vigilância sobre o cumprimento de horários e tarefas, mas se torna importante o apoio do grupo aos responsáveis pela execução de cada tarefa e a prestação de contas ou pedido de auxílio, sempre que a mesma não possa ser efetuada.

A estrutura democrática apresenta-se como a mais adequada para o trabalho criativo e inovador, uma demanda da sociedade contemporânea. Para a formação de pessoas criativas, responsáveis e participantes, o espaço escolar deve se organizar com base nesses princípios. Trata-se, assim, da coerência entre o projeto pedagógico e a organização administrativa, sendo que a coerência é um elemento fundamental do processo educativo.
Orientada por estes quatro princípios, a gestão da ESCOLA POLITEIA organiza-se sobre os seguintes órgãos:

Assembléia Escolar


Composta por todos os educadores, funcionários e estudantes que queiram participar, é responsável pela administração cotidiana da escola: desembolso de recursos, processos de seleção e desligamento de pessoas da equipe escolar, elaboração de regras de convivência e de utilização do espaço comum, criação e manutenção das comissões e elaboração do Plano Escolar anual.

Conselho Escolar


Composto por educadores, estudantes, funcionários, pais dos estudantes e associados da mantenedora. O Conselho reúne-se periodicamente, e é responsável por definir diretrizes orçamentárias, aprovar contratações e desligamentos da equipe escolar e aprovar mudanças no regimento escolar. Cabe também a esta instância a avaliação contínua do projeto escolar.

Comissões


As tarefas administrativas e de manutenção da ESCOLA POLITEIA são de responsabilidade de funcionários especializados e são acompanhadas por membros da comunidade – estudantes, funcionários, educadores e pais – que se candidatam a participar de comissões e são aprovados pela Assembléia ou pelo Conselho, dependendo de sua finalidade, por certo período de tempo. As comissões orientam-se pelo Projeto Político Pedagógico, o Regimento Escolar e os Planos Escolares anuais.

O mecanismo privilegiado para a formação das comissões é a rotatividade de posições. As comissões são responsáveis pelo gerenciamento dos recursos e pelo andamento das atividades sob sua alçada, em todas as etapas de seu desenvolvimento. As comissões reportam-se à Assembléia e ao Conselho, que têm o poder de destituí-las, reforçá-las ou reestruturá-las, caso não estejam cumprindo as tarefas ou funções pelas quais foram criadas, sempre ouvindo a todos e buscando o entendimento e possíveis alternativas para a resolução de problemas.

Organização da Vida Escolar


Níveis e Modalidades de Educação e Ensino


A ESCOLA POLITEIA oferece educação básica, incluindo os níveis de ensino fundamental e médio.

Gestão do Conhecimento


A ESCOLA POLITEIA constitui um espaço de produção e gestão democráticas do conhecimento. Conhecer não é ter erudição, nem manipular determinado repertório, mas sim ter uma posição diante desse repertório, utilizá-lo de uma maneira livre e criativa, reinterpretá-lo segundo as suas experiências.

Nos dias atuais, tempos que vêm sendo chamados de sociedade do conhecimento, as novas tecnologias colocaram os diversos saberes da humanidade ao alcance das pontas dos dedos. No entanto, conhecimento não é ter acesso a um número qualquer de informações, mas saber o que fazer com elas.

Na concepção educativa da POLITEIA, a idéia norteadora é de produção colaborativa e gestão democrática do conhecimento.

A proposta é, por um lado, superar a supremacia do pensamento científico sobre todas as outras formas de pensamento e, por outro, diminuir a imensa dependência que existe em nossa sociedade, uma sociedade que expropria os saberes tradicionais e comunitários. Neste longo processo de especialização, todos nós nos tornamos menos capazes de compreender a política, a economia, a infância, nossa mente, nosso corpo. A POLITEIA atua numa rede que está na contramão desse processo buscando reencontrar-se com a capacidade do estudante para se tornar sujeito de seu aprendizado.

É com esta concepção democrática do conhecimento que se busca abranger a base comum estabelecida pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, conferindo-lhe uma nova estrutura, que ultrapasse o confinamento disciplinar e seriado.

Critérios de Organização Curricular


A imagem mais adequada para a organização do conhecimento na POLITEIA é a teia. A teia associa as áreas do conhecimento às linhas, que se entrelaçam, e mantém-se sempre aberta.

Na teia, o trânsito possível entre as inúmeras linhas de fuga, conexões, aproximações, cortes e percepções é a transversalidade. A transversalidade integra as várias áreas do conhecimento, construindo o caminho na caminhada. A imagem da teia para a caracterização da gestão democrática do conhecimento supera o acesso arquivista estanque, compartimentado, cumulativo, hierárquico e compulsório, por um acesso transversal, com múltiplas possibilidades de conexões. A transversalidade caracteriza-se por um processo educativo como produção singular a partir de múltiplos referenciais, voltado para a formação de uma subjetividade autônoma e com trânsito inusitado entre os campos de saber.

Os instrumentos que possibilitam a organização do conhecimento como teia são projetos, integração da escola com a cidade, ciclos e um processo de (auto-)avaliação permanente e contínuo. Assim, para cada ciclo, a ESCOLA POLITEIA apresenta, a partir dos PCN, um cardápio inicial de projetos. Cada estudante, juntamente com seus pares e seu educador, deve reinventar seus próprios projetos, garantindo-se o desenvolvimento das habilidades e competências previstas.

Os projetos se realizam a partir de inquietações, desejos. Especialmente no caso dos jovens, sua curiosidade vigorosa possibilita-lhes a formulação de perguntas provocadoras e perspicazes orientadas pelo prazer da descoberta. Uma pergunta leva a outra, que induz a representações mentais, conceituações e conexões entre os conceitos. O conhecimento se faz em rede, nas conexões entre significados, objetos e acontecimentos. Na busca dos significados, as pessoas aprendem a observar, comparar, associar, classificar, ordenar, medir, quantificar, inferir, verificar e refletir. Estas habilidades se desenvolvem no contato com os objetos. Em contato com uma obra de arte, o observador é estimulado para o desenvolvimento das habilidades relacionadas ao senso espacial, como a proporcionalidade e a localização. Em contato com uma narrativa, o leitor é apresentado a seqüências singulares de acontecimentos e emoções que envolvem os personagens e, na busca da construção dos significados, precisa desenvolver a capacidade de relacionar a parte com o todo e as partes entre si. Na gestão do tempo e do espaço, as pessoas classificam, ordenam, contextualizam, selecionam, organizam, distribuem, partilham e compartilham.

São elementos estruturantes do projeto a cidade e a integração da escola com a sua comunidade. Ruas, teatros, salas de concerto, cinemas, centros culturais, igrejas, museus, bibliotecas, escolas de samba, entre outros espaços são incluídos nos projetos. Além de visitas monitoradas, os lugares podem ser apropriados por meio de pesquisas in loco para levantamento de dados, entrevistas com profissionais, intervenções artísticas, participação em comunidades de aprendizagem ou nos programas de ação educativa que vários destes espaços da cidade oferecem. Espaços privados como residências (dos estudantes, dos vizinhos da escola ou de outros), ateliês, agências de notícias ou de publicidade, fábricas, empresas, restaurantes e clubes também podem ser integrados. Assim, os projetos promovem e valorizam as culturas na sua dupla dimensão. A cultura dita “erudita”, que é a veiculada nos museus, nos teatros, nas salas de concerto, etc., e a cultura considerada “popular”, esta dos hábitos e costumes, dos modos de vida, que atravessam e qualificam todos os espaços da cidade, públicos e privados.

Os projetos e, a partir deles, as trilhas que integram a escola à cidade, organizam-se em ciclos. Nos ciclos, os estudantes são respeitados em seus ritmos e seus interesses, contribuindo cada qual com seus talentos e habilidades para a construção coletiva do conhecimento e a conquista individual da autonomia.
Importante instrumento da conquista da autonomia é a avaliação contínua. Em todos os projetos, escolhe-se o instrumento mais adequado para a avaliação. Esta avaliação é estruturada por dimensões complementares:

  • Auto-Avaliação: instrumento do estudante, ferramenta que lhe permite a descrição de suas atividades e seus registros com vistas a comparar, refletir e localizar os passos ainda necessários para a realização dos objetivos propostos, fazer um balanço do que realizou e aprendeu.
  • Avaliação do estudante pelo Educador: instrumento de reflexão sobre o trabalho do estudante, que auxilia o educador a acompanhá-lo, instigando-o e provocando-o em seu desenvolvimento. À luz desta avaliação, o educador avalia seu próprio trabalho.
  • Avaliação do Educador pelo estudante: instrumento que possibilita ao estudante refletir sobre a atuação do educador no sentido de auxiliá-lo na realização dos objetivos propostos.

Estas avaliações baseiam-se em:

  • Definição de Indicadores: balizas que ajudam o estudante a determinar se aquilo que desejava fazer está de fato sendo feito, com os recursos previstos, dentro do cronograma previsto e com os resultados almejados.
  • Monitoramento: Os educadores registram, com a colaboração dos estudantes, as atividades em relatórios avaliativos. Estes registros possibilitam o acompanhamento constante das atividades para levantar informações que permitam determinar, com base nos indicadores, como estão sendo desenvolvidos os projetos. Assim, o educador é capaz de interferir no processo para auxiliar o estudante a realizar o que foi planejado, com os recursos nos prazos previstos.

As avaliações operacionalizam-se por meio de atividades de registro cotidianas que, em seu conjunto, possibilitam ao estudante perceber o seu processo de aprendizagem.

Valores que Regem as Relações na POLITEIA


Democracia


O ideal da democracia é de uma sociedade na qual todos os cidadãos possam participar equitativamente das decisões relativas ao seu destino político, na qual qualquer forma de imposição hierárquica na distribuição do poder e dos direitos esteja definitivamente abolida, e o desenvolvimento pleno dos indivíduos como seres humanos seja maximizado. Este ideal orienta uma proposta pedagógica no sentido de formar pessoas de iniciativa, responsáveis, críticas e autônomas.

Se o ideal de igualdade é levado a sério, a educação deve enfatizar a participação de todos na elaboração das regras que visem organizar a vida em comunidade, a prática do respeito e do cuidado que eles têm que observar em relação a estas regras e ao bem-comum.

Diversidade


A POLITEIA é o resultado da interação das diversas culturas, visões de mundo, talentos de seus membros. A diversidade garante o acolhimento de todos. Assim, a escola organiza-se como uma estrutura única e para todos, em que a cooperação e a solidariedade superam a competição e o individualismo, pois o que se pretende é que todas as necessidades sejam consideradas, as diferenças se articulem e se componham e os talentos de cada um sobressaiam

Liberdade com Responsabilidade


A liberdade é um valor da cultura democrática na medida em que se fundamenta na responsabilidade. No equilíbrio entre o individual e o coletivo, a liberdade e a responsabilidade orientam as relações entre pessoas e grupos de modo a efetivar coerentemente as práticas.

A liberdade pode se expressar, assim, na capacidade e na possibilidade de a comunidade escolar estabelecer seus próprios limites e regras de conduta. Dessa forma, os regulamentos da POLITEIA permanecem abertos a questionamentos e aprimoramentos, requerendo reflexões, diálogos e um especial cuidado na promoção do entendimento.

Sustentabilidade


A sustentabilidade como valor realiza-se nas dimensões ambiental, econômica e social. Ela orienta as relações entre os seres vivos e seus ambientes, as gerações atuais e as futuras, as relações político-culturais e de produção e distribuição de bens.

A sustentabilidade passa por saber cuidar do planeta, dos seres e das relações. Antes de o ser humano ser caracterizado pela matéria e por um espírito, ele o é pelo cuidado, que inspira e traduz uma idéia de permanência e de responsabilidade. Este é o sentido de sustentabilidade para a POLITEIA.





Criada por: helena1815 pontos . última modificação em: Segunda-feira 12 de Janeiro, 2009 13:22:29 BRT por carol626 pontos .

R. Dona Germaine Burchard, 511 (11) 3803-9805 secretaria@politeia.org.br