Software possibilita que aluno faça auto-avaliação

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Software possibilita que aluno faça auto-avaliação

Cássia Gisele Ribeiro

Em uma escola democrática é comum que os alunos possam escolher os projetos dos quais querem participar. Dessa forma, eles devem pensar, desde o início de sua escolarização, sobre o que desejam e o que precisam aprender. Isso nem sempre é fácil. Para ajudar o aluno nesse processo, o Instituto para a Democratização da Educação no Brasil desenvolveu o software Skemo, que significa estrutura, em Esperanto.

O programa tem como objetivo centralizar todo o processo escolar do aluno, todos os projetos dos quais fez parte, quais objetivos atingiu, quais foram as áreas que mais trabalhou e as competências que mais exerceu durante esse período. Para isso, permite que todos os educadores registrem os projetos que estão sendo realizados na escola, quais são os alunos participantes e quais foram as áreas do conhecimento mais trabalhadas.

O programa definiu como áreas do conhecimento as áreas propostas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais, como Matemática, Língua Portuguesa, História, Geografia, Ciências, entre outros, e as áreas trabalhadas especificamente na escola. Dentro delas, os educadores devem ressaltar as competências específicas trabalhadas no projeto e aproveitadas pelo aluno. Por exemplo, na área de matemática, o professor deverá dizer se o aluno aprendeu alguns conceitos de álgebra, geometria ou metrologia.

"O programa é muito flexível e aceita qualquer tipo de mudança, principalmente no que diz respeito às áreas e competências. Por isso pode ser usado em qualquer escola", afirma o engenheiro da computação e responsável pela elaboração do programa, Marcelo Tavares. O engenheiro diz que o objetivo é replicar a ação em outras escolas. "No entanto, o programa não exige tantas mudanças, pois ele é todo pensado com base nos Parâmetros Curriculares Nacionais, que permeiam toda a educação brasileira", diz.

Segundo Tavares, mais do que uma ferramenta de avaliação, o programa é um registro individual do aluno, o que até então ele não tinha acesso, ficava apenas na mão dos professores. "Dessa forma, os alunos terão um banco de dados inteiro disponível para sua consulta. Poderão saber se trabalharam muito certa área e se é o momento de investir em outros conhecimentos", diz Tavares. Para facilitar o processo, a própria página individual do aluno já mostra quais são as 10 áreas mais trabalhadas e as 10 menos trabalhadas pelo aluno.

O programa ficará disponível na Internet, a princípio no site da escola. A página estará em funcionamento nas próximas semanas, apenas com os dados dos alunos. Entretanto o programador afirma que um dos maiores objetivos do Instituto é criar uma comunidade virtual que vá além da instituição.




Criada por: helena1815 pontos . última modificação em: Sexta-feira 22 de Junho, 2007 07:15:43 BRT por helena1815 pontos .

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